Hoje trago as mãos caídas,
tristes, pesadas.
Venho com aquele ar descuidado
e cabisbaixo, sem côr...
Sou eu que me escondo dos meus sonhos,
que não luto, desfaleço,
baixo as armas,
desacredito minhas esperanças.
Peço aos olhos que chorem um pouco
para me aliviar,
eles negam-se, sem lágrimas...
Não os culpo...
chorei demais!
E agora até eles me voltam as costas...
Sabem que eu sou assim...
Sem lágrima sou um pássaro sem asas,
um amor sem sonhos...
Sereia









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