Faltas-me.
Recolhem-se-me as pálpebras entre os joelhos flectidos.
As entranhas inflamaram pela tóxica ausência que não venci...
O batimento inaudível colapsou inanimado
em protesto aos meus teimosos anseios nunca lidos...
E cá estou, vencida
pelo que sinto,
já não sendo declamado,
não obstante gritante,
ininterrupto,
inodor...
só porque faltas!
É meu destino... não sei viver sem Amor
Love of my Life
quarta-feira, 11 de abril de 2018
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Helder Estêvão
Aqui estou, no meu canto mais anónimo e inacessível... aqui posso gritar mas não consigo...
Meu Deus... ensina-me a apagar esta inexistência que sou.
Já desisti de mim... acabou...
Agora ajuda-me a desistir dele... porque não consigo morrer ... apesar de tanto tempo a vir morrendo...
A vida apresentou-me a voz e o olhar que me dão o sonho e a morte...
Morte que não chega...
Restam-me poucas missões... talvez essas me obriguem a sobreviver cada hora...
Será? Ajuda-me Deus.
Custa tanto continuar viva...
Meu Deus... ensina-me a apagar esta inexistência que sou.
Já desisti de mim... acabou...
Agora ajuda-me a desistir dele... porque não consigo morrer ... apesar de tanto tempo a vir morrendo...
A vida apresentou-me a voz e o olhar que me dão o sonho e a morte...
Morte que não chega...
Restam-me poucas missões... talvez essas me obriguem a sobreviver cada hora...
Será? Ajuda-me Deus.
Custa tanto continuar viva...
sábado, 1 de setembro de 2012
Pontes quebradas
Não estranhes o meu silêncio tatuado,
nem as marcas de um som rasurado,
ou as respostas vazias sem nexo!
Não estranhes o sonho desconexo
que alimento de fome e sede,
abandonado numa rede
ao relento de um tempo perdido...
Não há razão para chorar
apenas vontade de espremer
os tecidos áridos do coração,
sacudir as cinzas envelhecidas
e entulha-lo de esquecimento...
Não te admires
de eu ser a chama intensa
que esconde uma fragilidade perspicaz
sob o sedutor olhar inventado
enquanto cá dentro desmaiado
o amor corrói.
Não te espantes
com a fuga desenfreada,
nem com as palavras ressuscitadas
de um outro momento de glória
que se foi calando
ainda que na memória
seja um estandarte flácido
que define a nacionalidade
do que sinto...
Não te surpreendas
quando eu me cobrir de nuvem
deixando suspensas as pontes que te distanciam
porque enquanto não as vejo
desconfio que a dor não cresce
nem choro
porque as razões estão nubladas
pela cegueira inventada
para que eu sobreviva ainda
um dia de cada vez.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Maldita Insonia!
Levas-me aos pedaços através do tempo.
Dilaceras-me sem armas porque estou frágil e inanimada
enquanto a noite passa e o dia chama por mim...
mas eu...
dia e noite,
oiço apenas a tua voz, o teu respirar,
sinto apenas o teu corpo, o teu toque,
vejo apenas o teu olhar
vivo apenas pelo teu existir...
pelo amanhã que é possível...
pelo amor que nunca aprendi a dissipar
porque cresce até ao infinito que ninguém ousa violar...
por toda a minha vida eu vou te amar
e as noites brancas perdidas serão flocos de neve apenas...
porque a noite vai e regressa mas o amor permanece!
Como dói!
Quanta agonia e horror!
Quão dilacerante esperança que me segue!
Mas dor maior seria não doer a falta de ti!
Dilaceras-me sem armas porque estou frágil e inanimada
enquanto a noite passa e o dia chama por mim...
mas eu...
dia e noite,
oiço apenas a tua voz, o teu respirar,
sinto apenas o teu corpo, o teu toque,
vejo apenas o teu olhar
vivo apenas pelo teu existir...
pelo amanhã que é possível...
pelo amor que nunca aprendi a dissipar
porque cresce até ao infinito que ninguém ousa violar...
por toda a minha vida eu vou te amar
e as noites brancas perdidas serão flocos de neve apenas...
porque a noite vai e regressa mas o amor permanece!
Como dói!
Quanta agonia e horror!
Quão dilacerante esperança que me segue!
Mas dor maior seria não doer a falta de ti!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Alma leprosa
Sinto-me hoje, cada dia mais,
alma doente, desmaiada, putrafacta, cinzenta.
Se eu adivinhara a morte lenta que não é consumada mas consome,
se eu pudesse alcança-la tão somente e chegar ao fim,
ao menos adormeceria, ainda que de mim nunca apagasse teu nome!
Estou leprosa de uma dor sem chagas,
sou abismo desertificado,
coração violado,
lágrima que imploro mas não cai,
ou resolve jorrar até me sufocar enquanto a vida se esvai.
Quem não acredita desconhece
que afinal se morre por amar.
Morre-se porque se sente tão intensamente outro ser cá dentro;
porque se perde a noção do eu,
porque é viver sem um dos pulmões;
sem um dos rins,
com meio coração,
meia raíz,
meia esperança que agoniza...
E as memórias, as promessas, os sonhos
são frutos que brilham numa fantasia distante.
O mar leva-os deixando a dor da perca,
depois devolve-os ferindo de saudade...
O tempo pára e todos os passos que se dão
seguem em nenhuma direcção.
Tenho a alma leprosa.
Tenho a alma leprosa!!!!
Sinto pedaços de mim cairem como gotas de lama num chão triste.
Já não sou eu.
Onde estou?
Onde tens o meu nome arquivado?
Se o achares... Reconhece-me numa morte qualquer...
E silenciosamente ouvirás meu suspiro derradeiro declamar "Amar-te-ei eternamente".
alma doente, desmaiada, putrafacta, cinzenta.
Se eu adivinhara a morte lenta que não é consumada mas consome,
se eu pudesse alcança-la tão somente e chegar ao fim,
ao menos adormeceria, ainda que de mim nunca apagasse teu nome!
Estou leprosa de uma dor sem chagas,
sou abismo desertificado,
coração violado,
lágrima que imploro mas não cai,
ou resolve jorrar até me sufocar enquanto a vida se esvai.
Quem não acredita desconhece
que afinal se morre por amar.
Morre-se porque se sente tão intensamente outro ser cá dentro;
porque se perde a noção do eu,
porque é viver sem um dos pulmões;
sem um dos rins,
com meio coração,
meia raíz,
meia esperança que agoniza...
E as memórias, as promessas, os sonhos
são frutos que brilham numa fantasia distante.
O mar leva-os deixando a dor da perca,
depois devolve-os ferindo de saudade...
O tempo pára e todos os passos que se dão
seguem em nenhuma direcção.
Tenho a alma leprosa.
Tenho a alma leprosa!!!!
Sinto pedaços de mim cairem como gotas de lama num chão triste.
Já não sou eu.
Onde estou?
Onde tens o meu nome arquivado?
Se o achares... Reconhece-me numa morte qualquer...
E silenciosamente ouvirás meu suspiro derradeiro declamar "Amar-te-ei eternamente".
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Helder Estevão
Os dias aproximam-se da lembrança viva que o teu corpo fez brotar no meu.
Um dia disseste que a tua dor tinha o peso da dor de nós os dois.
Mas hoje eu sinto um outra dor mortífera e dilacerante que mantenho oculta ao teu coração.
Tenho o peso de uma saudade eterna que me perfura a alma não permitindo escape nem rumo. Impedindo-me de ser eu, vedando-me qualquer outro amanhecer, incendiando qualquer sombra que me possa abrigar deste infernal sofrimento.
Tenho a posse de todos os meus sentidos que, em segredo, te sentem e vivem.
Arde em mim cada dia de angústia que sentes porque eu sinto.
Sinto flexas a sangue frio pelo cerco que te amarra, pelo cinto com que te aprisionam à tua infelicidade que é a minha.
Sinto doer os tumores formados por lágrimas secas que não cairam, porque são obrigadas a remeter-se aos calabouços dos meus dias, longe de todos os olhares e de todas as maldades com que me desgastam.
Mas eu tenho uma força que é a maior das minhas fragilidades, tenho um amor tão cristalino e puro, suave e sincero, que me permite engolir todos os desacatos sem me defender, todas as inflamações de quem me odeia sem que eu me vingue.
Por amor de ti eu vivo e por ti aprendi a ser eu mesma, a saber ser uma parte de ti sem te possuir nem deter, a dar-te espaço e liberdade de voar sem que os meus olhos te percam em qualquer horizonte.
Por amor eu silencio todos os gemidos das minhas feridas e amo quem te ama sem que alguém alguma vez tenha a noção da dimensão deste amor.
Não é um amor qualquer.
É um amor que o universo apenas permite sentir a quem é puro.
Um sentimento que não aflige nem luta nem batalha por posse alguma.
Uma emoção que não se dissipa por um adeus qualquer.
É uma chama ponderada e salutar que aquece e ilumina cada gesto da minha solidão.
Um coração cheio que não se permite transbordar para não invadir a libedade de niguém, nem mesmo de quem mais me abomina, de quem me fere e despreza, de quem me arranca aos pedaços ensanguentados de dentro de ti.
Quem não ama desconhece que o amor é um selo perpétuo na alma que ninguém tem o poder de quebrar.
A vida deu-me a graça de conhecer o amor verdadeiro e, com ele, a sabedoria e o equilibrio de aceitar a sua marca eterna sem que ouse alguma vez arranca-lo.
Não tenho medo de te esperar nem de te perder porque de dentro de mim nem eu mesma tenho a autoridadade de te apagar.
Tu és a voz que eu anseio pela manhã, és o poema que eu guardo pelo dia fora, tens a pele tatuada pelos meus desejos e na mente a eterna chama do meu amor por ti.
Há um lugar em ti tão distante que ninguém pode alcançar e tão perto que tu até podes escutar de olhos abertos, é o sopro do meu coração que sussurra ao teu como é grande o meu amor por ti!
Trago ao peito as incontáveis palavras dos teus lábios, dedilhadas pelos teus dedos, expressas em cada olhar teu...
De todas faço-as minhas.
E citando-te eu sublinho:
"podem passar muitas pessoas pela minha vida inteira, mas nunca amarei ninguém como a ti! Nunca ninguém terá o teu lugar em mim. Como me dói esta dor de te sentir doer! Amo-te muito alem do que tu possas imaginar!"
Um dia disseste que a tua dor tinha o peso da dor de nós os dois.
Mas hoje eu sinto um outra dor mortífera e dilacerante que mantenho oculta ao teu coração.
Tenho o peso de uma saudade eterna que me perfura a alma não permitindo escape nem rumo. Impedindo-me de ser eu, vedando-me qualquer outro amanhecer, incendiando qualquer sombra que me possa abrigar deste infernal sofrimento.
Tenho a posse de todos os meus sentidos que, em segredo, te sentem e vivem.
Arde em mim cada dia de angústia que sentes porque eu sinto.
Sinto flexas a sangue frio pelo cerco que te amarra, pelo cinto com que te aprisionam à tua infelicidade que é a minha.
Sinto doer os tumores formados por lágrimas secas que não cairam, porque são obrigadas a remeter-se aos calabouços dos meus dias, longe de todos os olhares e de todas as maldades com que me desgastam.
Mas eu tenho uma força que é a maior das minhas fragilidades, tenho um amor tão cristalino e puro, suave e sincero, que me permite engolir todos os desacatos sem me defender, todas as inflamações de quem me odeia sem que eu me vingue.
Por amor de ti eu vivo e por ti aprendi a ser eu mesma, a saber ser uma parte de ti sem te possuir nem deter, a dar-te espaço e liberdade de voar sem que os meus olhos te percam em qualquer horizonte.
Por amor eu silencio todos os gemidos das minhas feridas e amo quem te ama sem que alguém alguma vez tenha a noção da dimensão deste amor.
Não é um amor qualquer.
É um amor que o universo apenas permite sentir a quem é puro.
Um sentimento que não aflige nem luta nem batalha por posse alguma.
Uma emoção que não se dissipa por um adeus qualquer.
É uma chama ponderada e salutar que aquece e ilumina cada gesto da minha solidão.
Um coração cheio que não se permite transbordar para não invadir a libedade de niguém, nem mesmo de quem mais me abomina, de quem me fere e despreza, de quem me arranca aos pedaços ensanguentados de dentro de ti.
Quem não ama desconhece que o amor é um selo perpétuo na alma que ninguém tem o poder de quebrar.
A vida deu-me a graça de conhecer o amor verdadeiro e, com ele, a sabedoria e o equilibrio de aceitar a sua marca eterna sem que ouse alguma vez arranca-lo.
Não tenho medo de te esperar nem de te perder porque de dentro de mim nem eu mesma tenho a autoridadade de te apagar.
Tu és a voz que eu anseio pela manhã, és o poema que eu guardo pelo dia fora, tens a pele tatuada pelos meus desejos e na mente a eterna chama do meu amor por ti.
Há um lugar em ti tão distante que ninguém pode alcançar e tão perto que tu até podes escutar de olhos abertos, é o sopro do meu coração que sussurra ao teu como é grande o meu amor por ti!
Trago ao peito as incontáveis palavras dos teus lábios, dedilhadas pelos teus dedos, expressas em cada olhar teu...
De todas faço-as minhas.
E citando-te eu sublinho:
"podem passar muitas pessoas pela minha vida inteira, mas nunca amarei ninguém como a ti! Nunca ninguém terá o teu lugar em mim. Como me dói esta dor de te sentir doer! Amo-te muito alem do que tu possas imaginar!"
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A sina
A noite sonamboleia
e eu vagueio na suspeita de um olhar perdido cujas pálpebras não se rendem ao sonho.
Fico aqui presa aos contornos do teu rosto,
ao delinear de teus lábios espevitados,
aos pelos que descem o teu queixo,
e ao soslaio do teu olhar matreiro que me inebria.
Apago as luzes e cerro todas as frinchas
mas mesmo assim o teu rosto se ilumina na minha lucidez.
Então hoje, particularmente,
devolvo-me ao dia primordial como se intemporal...
Lembro teu rosto descaído,
teu silêncio dorido,
tua voz flácida desnutrida...
revejo aquele gesto tão simples
com que erguias os dedos para amparar mais uma lágrima
que tentavas disfarçar.
Eu sentia sufocar a ansiedade de te soprar uma brisa de felicidade
a um estranho,
a um ser distante que eu desconhecia,
a um rosto que dava cor aos poemas que os meus olhos beberam sofregamente.
Não eras só uma presença,
eras o que eu não adivinhava,
aquele que eu temia perder sem saber,
sem ter...
Lembro o tempo passar em silêncio
e eu apenas te pedia um sorriso que disfarçasse a tua dor.
Lembro que me doeu também uma dor que não era minha,
sem porquê... apenas desejei carrega-la contigo para te aliviar...
A noite foi passando, como esta agora,
em que reproduzo teus pequenos gestos,
em que registo aquele erguer lento do teu rosto
até que o teu olhar poisasse em mim
e sorriste por fim.
Eu sabia que sorrias por mim e não por ti,
querias apenas resguardar-me do teu sofrimento...
Mas não conseguiste, lamento...
Então eu também sorri para que enfim acreditasses
e nesse momento o teu sorriso passou a verdadeiro por instantes.
Nunca requeri uma explicação.
Porque o faria?
Compreender é um acto voluntário que não depende de confissões mas apenas de acreditar, e eu limitei-me a acreditar em ti sem questionar.
Quem não precisa de alguém que simplesmente acredite?
Eu preciso, e toda a gente precisa...
Aquele desfilar de horas partilhadas enquanto acompanhei tuas lágrimas até ao fim, tornou-se a sina dos meus dias, o marcar de uma nova era, um outro lado do meu viver nasceu... nas tuas mãos.
Poucos dias depois eram incontidas as tuas palavras tão loucas quanto verdadeiras e profundas.
Falavas como se de dentro de ti tivesse nascid um novo rio de águas límpidas e encantadas.
Assim encantaste-me e suplicaste... oh como suplicaste tão ardentemente... que eu tivesse coragem de sentir o quanto me amavas.... suplicaste que eu tivesse a ousadia de ler em mim o brotar desse amor também!
E assim foi.
Nasci no teu melhor poema, de um verso apenas, quando sem voz me gritaste em letras gigantes...
repetidamente....
e de novo...
e novamente...
AMO-TE
AMO-TE
AMO-TE
AMO-TE
...
E eu...
passei a AMAR-TE eternamente!
e eu vagueio na suspeita de um olhar perdido cujas pálpebras não se rendem ao sonho.
Fico aqui presa aos contornos do teu rosto,
ao delinear de teus lábios espevitados,
aos pelos que descem o teu queixo,
e ao soslaio do teu olhar matreiro que me inebria.
Apago as luzes e cerro todas as frinchas
mas mesmo assim o teu rosto se ilumina na minha lucidez.
Então hoje, particularmente,
devolvo-me ao dia primordial como se intemporal...
Lembro teu rosto descaído,
teu silêncio dorido,
tua voz flácida desnutrida...
revejo aquele gesto tão simples
com que erguias os dedos para amparar mais uma lágrima
que tentavas disfarçar.
Eu sentia sufocar a ansiedade de te soprar uma brisa de felicidade
a um estranho,
a um ser distante que eu desconhecia,
a um rosto que dava cor aos poemas que os meus olhos beberam sofregamente.
Não eras só uma presença,
eras o que eu não adivinhava,
aquele que eu temia perder sem saber,
sem ter...
Lembro o tempo passar em silêncio
e eu apenas te pedia um sorriso que disfarçasse a tua dor.
Lembro que me doeu também uma dor que não era minha,
sem porquê... apenas desejei carrega-la contigo para te aliviar...
A noite foi passando, como esta agora,
em que reproduzo teus pequenos gestos,
em que registo aquele erguer lento do teu rosto
até que o teu olhar poisasse em mim
e sorriste por fim.
Eu sabia que sorrias por mim e não por ti,
querias apenas resguardar-me do teu sofrimento...
Mas não conseguiste, lamento...
Então eu também sorri para que enfim acreditasses
e nesse momento o teu sorriso passou a verdadeiro por instantes.
Nunca requeri uma explicação.
Porque o faria?
Compreender é um acto voluntário que não depende de confissões mas apenas de acreditar, e eu limitei-me a acreditar em ti sem questionar.
Quem não precisa de alguém que simplesmente acredite?
Eu preciso, e toda a gente precisa...
Aquele desfilar de horas partilhadas enquanto acompanhei tuas lágrimas até ao fim, tornou-se a sina dos meus dias, o marcar de uma nova era, um outro lado do meu viver nasceu... nas tuas mãos.
Poucos dias depois eram incontidas as tuas palavras tão loucas quanto verdadeiras e profundas.
Falavas como se de dentro de ti tivesse nascid um novo rio de águas límpidas e encantadas.
Assim encantaste-me e suplicaste... oh como suplicaste tão ardentemente... que eu tivesse coragem de sentir o quanto me amavas.... suplicaste que eu tivesse a ousadia de ler em mim o brotar desse amor também!
E assim foi.
Nasci no teu melhor poema, de um verso apenas, quando sem voz me gritaste em letras gigantes...
repetidamente....
e de novo...
e novamente...
AMO-TE
AMO-TE
AMO-TE
AMO-TE
...
E eu...
passei a AMAR-TE eternamente!
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