Choveste em mim…
Mudaste-me.
Minha trémula inocência foi beijada,
Meu colo preenchido com teus verbos,
O natal de um sonho…
Sem trilho nem destino, apenas em ti,
Fui adormecendo docemente.
Acreditei, acredito, sem medo da cegueira incerta,
Sem temer ameaça nem neblina,
Sem deixar de ser menina.
Sou,
Talvez,
Aquele ser que já não existe,
Que finge não estar triste,
Que se perde nos embrulhos das almas enegrecidas…
E, no entanto,
Entregue às migalhas dos momentos,
Sem explicação,
Recolho este amor no coração.
Desperdícios de sentimentos…?
Sim…são desperdícios
Quando ficam nos cruzamentos,
Se diluem nas enxurradas,
Ou são tragados na ondulação dos mares…
Quando não chegam a ti!
Mas seus ramos e folhas se avolumam,
Florescem em aromas medicinais
E meu sonho cresce.
Nas brechas de um instante inesperado
Um raio de sol projectado foi no luar
E meu olhar bateu em ti,
Minhas expressões mediram o que senti,
Meu escudo e minha flecha caíram no chão orvalhado.
Mudaste-me.
Eu descobri que já sabia tudo.
Que já estavas em mim.
E hoje não escondo,
Apenas resguardo o que sinto
Porquê?
Não sei…
19 Dez.2008
É meu destino... não sei viver sem Amor
Love of my Life
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)








