É meu destino... não sei viver sem Amor

Love of my Life

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Por vezes é assim...





Por vezes eu não sei como é.
Apenas sinto tudo e nada.
Vejo-te tão bem que te chego a tocar
e assusto-me.
Corro de mim e não me solto.
Não quero! Não pretendo jamais!
Mas tento. Eu juro!
Não posso,
é escuro...
aquele túnel que terei de enfrentar
para não te amar.
E, mesmo assim, ao longe,
serias sempre aquela luz
na qual eu veria parte de mim!
De onde vieste?
Por onde entraste no meu ser?
Como te fundiste em meus pensamentos permanentes?
Porque confio tanto no tempo
se ele não me aquieta?
Entreguei-me à distância
e ela deu-me o mar e a lua
para que eu sonhasse pontes
e construísse nelas o sonho.
Por vezes não falo,
fico calada para te escutar.
Oiço-te nas repetições que conservo,
oiço o que quero que digas,
oiço teus movimentos, teus sorrisos,
até oiço tua alma quando teus lábios se aquietam.
Depois há um estranho abismo,
sou eu que falo em mim!
Pergunto-me porque sou assim,
porque invento tuas chegadas,
porque desenho, em teu rosto, poemas,
porque não confesso meus dilemas,
porque vivo eternamente um momento,
porque não despeço este sentimento...?
Não respondo.
Eu sei o porquê.
Eu sei que sofrer a tua ausência
é melhor que a tua inexistência.
Por vezes é assim...
Construo os dias com um sorriso lindo
que a recordação impõe em mim
desde o dia que te tive por fim,
aquele único encontro
que dilatou-se no meu tempo
dando-me a realidade de um sonho
que eu julgava nunca vir a possuir...
Hoje, por vezes, é assim...
Eu fico triste demais, não infeliz!
Eu penso em ti,
vejo-te saciado do meu amor,
e isso me basta para querer mais um amanhã...

Sereia

Tempo...



Essas insanas horas...


Passei sem conta-las uma a uma.


Esperei que continuassem sua caminhada para o meu passado.


Não as preenchi.


Mandei-as embora vazias.


Não as conheci.


Virei o rosto para os seus dias.


Eu despi os meus sentidos nas suas margens


para aprender...


Para forçosamente separar


o que é viver


do que é sonhar!


Senti minha alma esfriar, petrificar,


mas o coração esvaido teimava regar


e permanecia vida em mim!


Olhei-me naquele riacho de tempo,


e nha imagem era fusca,


indecifrável,


desbotada.


Procurei o diploma da minha fuga


e nele registava o fracasso,


a perda, a derrota.


Eu aprendi sim!


Aprendi aquilo que, afinal, era a minha única verdade.


Possuí nas mãos o sonho e a realidade


e, deles, não ocultei os meus medos,


antes, confessei-lhes os meus segredos...


Pedi-lhes que se amassem,


que fossem meus pais, meus avós,


meus filhos...


Eu implorei que me ensinassem


o que, na realidade, preciso aprender...


A deixar o sonho viver


onde ele pertence,


onde ninguém vence a arte da ilusão,


da imaginação,


do poder de acreditar,


no meu coração...


Continuo olhando o caudal da vida,


toco-o, mergulho, bebo-o


para que leve consigo as marcas da minha presença.


Para que registe o meu perfume,


cristalize meus momentos de felicidade,


e um dia, com mais idade,


eu vou busca-los ao mar desaguados,


para neles encontrar o sorriso perfeito


com o qual penso um dia partir...




Dreams