Sinto-me hoje, cada dia mais,
alma doente, desmaiada, putrafacta, cinzenta.
Se eu adivinhara a morte lenta que não é consumada mas consome,
se eu pudesse alcança-la tão somente e chegar ao fim,
ao menos adormeceria, ainda que de mim nunca apagasse teu nome!
Estou leprosa de uma dor sem chagas,
sou abismo desertificado,
coração violado,
lágrima que imploro mas não cai,
ou resolve jorrar até me sufocar enquanto a vida se esvai.
Quem não acredita desconhece
que afinal se morre por amar.
Morre-se porque se sente tão intensamente outro ser cá dentro;
porque se perde a noção do eu,
porque é viver sem um dos pulmões;
sem um dos rins,
com meio coração,
meia raíz,
meia esperança que agoniza...
E as memórias, as promessas, os sonhos
são frutos que brilham numa fantasia distante.
O mar leva-os deixando a dor da perca,
depois devolve-os ferindo de saudade...
O tempo pára e todos os passos que se dão
seguem em nenhuma direcção.
Tenho a alma leprosa.
Tenho a alma leprosa!!!!
Sinto pedaços de mim cairem como gotas de lama num chão triste.
Já não sou eu.
Onde estou?
Onde tens o meu nome arquivado?
Se o achares... Reconhece-me numa morte qualquer...
E silenciosamente ouvirás meu suspiro derradeiro declamar "Amar-te-ei eternamente".
É meu destino... não sei viver sem Amor
Love of my Life
sexta-feira, 8 de abril de 2011
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