Sinto no peito uma brisa suave com sabor a maresia...
Acordei na madrugada do mar,
na clave das ondas que gemia...
E eu, plantada no areal,
de pés molhados,
olhava as nuvens passar,
os pássaros voar,
os rochedos espumados...
Nas páginas onduladas de azul
eu li uma história doce de saudade,
saudade de ti,
do teu poema,
da tua voz,
da lágrima que eu bebi nos teus olhos...
E sorri, sem dor desta vez,
no balanço dos dias que se foram,
achei-te como um diamante,
que foi, por momentos, amante,
que foi amor,
que é saudade,
que está no meu coração onde ainda um fogo arde...
Amanhã será a despedida de um ano
mas não quero nada novo...
quero levar o que é precioso,
que guardo no peito,
como um colar as pérolas que a vida me deu,
essas eu quero levar para o ano que aí vem...
Nele apenas acrescento a esperança,
a alegria, a vontade de olhar o mesmo azul
e no seu perfume encantado
tornar a lembrar com saudade
quem me deu um pouco de felicidade...
30-12-2007
Sereia









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