A solidão é um encontro com o nosso eu,
olharmo-nos como pensamos que somos vistos pelos outros...
E quantas vezes esse olhar está distorcido!
Não tocamos ninguém simplesmente,
caem-nos as pálpebras, perdemos os sentidos,
e esvaziamos o som que nos rodeia...
Sabemos que somos um monólogos
em nada para dizer, tudo para chorar...
Quando estou só é porque penso que estou...
Nego-me o direito de ver, sentir e cheirar
o perfume de alguém que chega suavemente...
Construi uma fortaleza, uma muralha de dor
e entro em guerra com a liberdade, a minha liberdade...
Depois espero, desfalecida e exausta
que alguém, por magia ou milagre,
derrube essas paredes, resgate meus sentidos
e os devolva à vida...
Um dia sim, esse alguém vem e, sem me perceber,
entrou no mais íntimo do meu ser
e venceu os meus fantasmas...
Uma noite de sonhos para ti amigo, e que, pelo menos nesses sonhos, não te sintas só...
Sereia









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