... entre melodias belas me aconchego
no serão da tua ausência.
Passo os dedos nos perfumes que deixas,
nas provas da tua existência.
Sei-te nas memorias mais aliciantes
envolto no calor das emoções.
Sou límpida, tornada turva,
dorida, procuro tuas poções...
No teu abrigo secreto e celeste
estou em poça desmaiada.
És meu refúgio, tua mão me deste,
e prossigo a ela enlaçada...
E nesse ar vasto incolor
onde deixas tuas passadas,
meu olhar se fixa, espectante,
no teu regresso na alvorada...
Sereia 09.09.07









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