Meu Amor!
Fui eu sim...
CHAMEI-TE MEU POETA MÁGICO
quando nasceste em meu peito...
dei-te à luz mesmo em meio as lágrimas...
escutei-te e, nesse momento de dor,
fui feliz por te arrancar um sorriso apenas...
Olhaste-me depois de tanta tristeza
e dissete encontrar a beleza
de um novo florescer no teu coração...
Conheci-te sem te ver,
por te ler em tantas declarações de amor...
Partilhei aquelas noites solitárias,
a casa do lago alentejana...
Um voo de sonho, um beijo de herança,
os juros de uma dívida de ausência...
Um ciúme aqui e acolá, uma incerteza,
o medo de tocar e sentir materializar
esse amor tão extremo...
Regressaste por mim sem hesitar,
mas teu poema é fogo que lavra
e incendeia, queima e consome...
Quantas vezes te foi dor pensar
eu ser apenas uma névoa em teu leito!
Teus anseios sorvidos pela minha alma,
compreendi-te até na distância,
quando buscaste alento num outro abraço...
Aprendi teu silêncio, sabendo ainda
que nesse vazio eu ainda estava...
Não sou memória, tu não és fantasia...
Somos uma tentativa de alegria...
Nesse amor até a dor sorria...
por saber que, se é tua, também é minha!
Teu corpo no meu, a promessa...
Aquele encontro calado por um beijo
em que eu desmaiaria no teu abraço
e só depois, muito depois viria o olá...
Lindo é sonhar não tendo sido um sonho...
Não é passado nem hoje, é intemporal...
Amanhã, mesmo ao longe, te vou alcançar
e tu me chamaras com um outro verso,
sabendo que eu serei aquele anjo
que escutará teus desamores sempre...
como da primeira vez...
Se o longe dói, o perto corrói
e quero ser, não a dor, mas a razão
daquele sorriso que plantei no teu coração...
Vou fazer-te feliz do meu jeito,
vou te dar um novo nome,
uma nova melodia, o direito
de prenderes esse sorriso a ti eternamente...
E aqui deixo as tuas palavras,
plagiadas com orgulho,
quando em teus desejos naturais declaraste
de minha boca querer escutar de presente:
"Amo-te, meu Amor, para sempre"
no primeiro e último acto físico desta paixão...
Tua sempreGotinha de Água









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