Quando sonho e deliro
e meus desejos procuram um rumo
,na brisa matinal há um destino
que me aquieta e seduz...
No espelho de água meu amor reluz
sob o primeiro raio de sol
enquanto eu dedilho a folha de papel
com palavras de fogo no pincel
preenchendo-a de predicados,
verbos que são meus pecados,
querer que se avoluma e vive...
Assim nasce o meu poema
de uma memória, de um dilema,
dum sonho ou desejo proibido,
paixão ardente que incendeia
ou a dor de um amor perdido...
Nasce numa folha banca,
numa tela, numa canção...
Por vezes o meu poema é tão real
que se reproduz na alma só por si,
entrega-se ao meu coração
e deixa-me saborea-lo em mim...
Somente meu!
Num recanto onde as palavras não chegam!
comentário ao video "O teu poema"
Sereia









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