Não entendo nem compreendo
como me custa perceber
que as minhas fugas prevaleçam
contra a minha coragem que parece diluir...
As dores, como que de parto,
suportei-as até à exaustão!
A minha desilusão!
O meu desalento!
Meu sofrimento!
Trouxe-os, levo-os, carregada
para todo o lugar...
quase sem destino,
horizonte distante, inalcansável!
E não encontro para eles poiso...
Não entendo como não consigo
seguir a sós,
ao som da minha voz,
da minha razão,
do meu querer,
da emoção...
Da-me a mão!
Vem ao meu lado...
Não carregues o meu peso!
Apenas fala, canta-me!
Escuta-me!
Sei a dor de cor...
Não a quero abolir!
Apenas sentir,
que, para a carregar,
tenho teu alento e incentivo.
Um abraço amigo.
Um copo de água doce e fresca
para que em mim cresça
esta vontade de viver...
este delírio por amar
quem quer que seja
tão assim como eu!
Sereia









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